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25 de Abril

Segunda-feira, 27.04.09

 

 

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publicado por pscaminha às 20:01

Mensagem de 25 de Abril

Segunda-feira, 27.04.09

Caros concidadãos,

 

Eu nasci num tempo de liberdade. Esse privilégio, devo-o a centenas de homens e mulheres que tiveram a coragem de dizer não à repressão, de dizer não à força bruta de um regime totalitário e impiedoso, que em 25 de Abril de 1974 abriram uma nova página na História de Portugal, o capítulo da LIBERDADE e da DEMOCRACIA. Estava enterrado o fascismo.
A minha homenagem, hoje, é para os capitães de Abril, todos sem excepção, que corporizaram o movimento vitorioso que restaurou a esperança no nosso povo.
A minha homenagem, hoje, é para os homens e mulheres que não sobreviveram aos horrores da repressão política, às perseguições, à PIDE.
A minha homenagem, hoje, é para todos os que combateram o fascismo em Portugal, para os que foram forçados à clandestinidade, para os que venceram, mesmo no exílio - é para os inconformados da injustiça.
A minha homenagem, hoje, é para os ex-combatentes e para as suas famílias, para todos os que foram enganados e forçados a participar numa guerra sem sentido, acreditando defender a Pátria e oferecendo heroicamente a própria vida.
A minha homenagem, hoje, é para as mulheres; para milhares de mulheres que ficaram sozinhas, que apoiaram incondicionalmente os companheiros, os filhos, que conseguiram manter o equilíbrio da célula familiar, mesmo ameaçadas pela viuvez sempre iminente e pela repressão.     
A minha homenagem, hoje, é para todos os que, depois de 25 de Abril de 1974, se empenharam na construção do Portugal Democrático, livre, fraterno, solidário e próspero. Um Portugal para Todos.
Hoje, olhando para trás, tenho a certeza de que sou um homem privilegiado. Sinto-me também devedor de toda esta valorosa gente. Mas sei que a batalha da Democracia não se esgota numa Revolução, é uma tarefa do dia-a-dia, de cada dia, de todos os dias.
Por isso me envolvi activamente na vida política. Na militância do Partido Socialista, de cujos valores partilho – liberdade, igualdade, solidariedade – sempre e sobretudo na prática.
Por isso assumi a liderança da Comissão Política Concelhia de Caminha do Partido Socialista.
Por isso aceitei o desafio de ser candidato à presidência Câmara Municipal de Caminha.
Seria com certeza mais fácil seguir outro caminho, numa cidade maior, para onde, como tantos jovens, como tantos homens e mulheres da minha Terra, fui forçado a caminhar por falta de alternativas no lugar onde nasci, onde quero viver, no meu Concelho de Caminha.
Nos últimos anos, Caminha parou no tempo. É triste, mas é verdade. Também é paradoxal, porque nenhum Governo antes investiu tanto no Concelho de Caminha como o actual Governo do Partido Socialista. Desafio seja quem for a provar o contrário.
Então, porquê? Porque se sente uma tristeza entre a minha gente, porque têm os jovens, a população activa, de conhecer um novo exílio, porque têm de procurar trabalho nos concelhos limítrofes (onde o desenvolvimento acontece) ou mesmo em Espanha?
Porque se sentem os idosos mais sozinhos, mais desamparados?
Porque definha o comércio? Porque quase não há indústria? Porque se alimenta um Turismo de faz-de-conta que não tem realmente estruturas, nem, a continuar assim, terá futuro?
Porque se gastam milhões de euros sem planeamento, em obras desequilibradas, improdutivas, em grandes operações cosméticas, em máscaras?
Porque se incentiva a anestesia do povo deste Concelho de Caminha, intoxicando-o com propaganda e semeando a ilusão?
Porque se mergulha este Concelho em dívidas que hipotecam o nosso futuro?
Porque se sente um desconfortável clima de medo, de silenciamento das vozes inconformadas? Porque se ouvem histórias de perseguição que lembram tristes episódios de autoritarismo, de prepotência, de autismo; próprias das ditaduras mas indignas do Portugal Democrático?
Nos regimes ditatoriais também há luxo (para alguns), também se vive da aparência, também reina a hipocrisia, também se engana. Nesses regimes, o povo também sofre.
Basta!
A tudo isto, em homenagem a todos os homens e mulheres que me permitiram nascer em liberdade, digo não.
Digo também que não me conformo com um destino menos bom ou medíocre para a minha Terra, para este Concelho de Caminha, para a minha gente.
Caminha não será abandonada à sua (triste) sorte, nas mãos de gente que já deu provas de que não serve, de que nada quer fazer, de que só conhece a linguagem da prepotência, que todos nós já rejeitámos em 25 de Abril de 1974.
Neste aniversário da Revolução dos Cravos, quero deixar uma mensagem de esperança ao meu Povo, ao meu Concelho. Nada é inevitável, nem a má sorte. Juntos, somos mais fortes. Juntos, venceremos a paralisação a que nos querem forçar. Juntos, venceremos o marasmo.
Eu não me conformo e o que peço aos Caminhenses é que reajam, que não se conformem, que não se acomodem ao destino que nos querem impor, que não tenham medo.
Vamos recolocar Caminha nos trilhos do desenvolvimento, aproveitando verdadeiramente esta enorme oportunidade, este investimento sem precedentes que o Governo põe à nossa disposição, que tem de ser aplicado com honestidade, com responsabilidade, em benefício de todos os Caminhenses e não apenas de alguns.
A minha mensagem é de confiança. Acompanham-me jovens, mulheres e homens capazes, que partilham comigo a audácia da esperança.
Vamos voltar a sorrir; vamos reconstruir um Concelho próspero, digno, de gente feliz, onde todos têm lugar.
Um excelente dia em LIBERDADE.
Um excelente dia de tributo à DEMOCRACIA.
 
 
Viva Caminha.
Viva o 25 de Abril.
Viva Portugal. 
     
 
 
Jorge Miranda
Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista

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publicado por pscaminha às 19:51





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