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PARTIDO SOCIALISTA VIABILIZA EMPRÉSTIMO PARA PAGAR DÍVIDAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMINHA

Sexta-feira, 23.01.09

Os vereadores do Partido Socialista votaram favoravelmente a contracção de um empréstimo até 1,5 milhões de euros, para que a Câmara de Caminha pague uma parte das dívidas que contraiu com vários fornecedores, designadamente a empresa Águas do Minho e Lima, cujo saldo em dívida já ultrapassa 2,5 milhões de euros, depois de vários anos sem pagar o fornecimento da água ao Concelho, mas que a Câmara, no entanto, como intermediária, cobra pontualmente aos munícipes.

 
O pagamento das dívidas aos fornecedores com capital camarário foi proposto pelos vereadores do PS na reunião de 10 de Novembro, como forma efectiva de apoiar as empresas e os empresários, numa conjuntura negativa de alcance mundial, que afecta também o tecido empresarial caminhense. Entendemos que é necessário implementar medidas reais e não artifícios virtuais, como este Executivo tem vindo a fazer, multiplicando palestras e conferências eventualmente interessantes, mas que não passam de cosmética, sem efeitos imediatos, nesta altura, em que é imperioso agir em vez de iludir.
 
Na reunião de 12 de Janeiro de 2009, os vereadores foram surpreendidos com a proposta de contracção de um empréstimo até 1,5 milhões de euros, já que a maioria PSD diz não ter outra forma de liquidar os compromissos assumidos. Embora discordando do recurso ao endividamento, o PS entende que é urgente pagar aos fornecedores e injectar meios para que possam continuar a trabalhar. O facto da presidente da Câmara se negar a divulgar a lista de fornecedores a que pretende pagar e/ou os critérios que determinaram a escolha de um grupo e não de outro (porque há mais fornecedores com dívidas por liquidar) obrigou os vereadores socialistas e votar contra.
 
O que esconde o PSD?
 
O PS não entende o que tem o Executivo PSD a esconder, não pactua com este clima nebuloso constante, que leva a maioria a não divulgar contas, inventando desculpas para não revelar e esconder até ao limite do absurdo, por exemplo, quando ganha a presidente e os seus vereadores em ajudas de custo, quanto gastam em viagens e despesas de representação.
 
O que esconde este cenário antidemocrático? Que medo, que números são esses que o PSD teme mostrar, como é seu dever?
 
O PS sabe que esta maioria não é confiável - ou não esconderia gastos feitos com o dinheiro que é do Município - e teme que se esteja, de uma forma camuflada, a satisfazer clientelas, quando todos os fornecedores têm os mesmos direitos: ser pagos pelos serviços que prestaram ou pelos bens que forneceram.
 
Na reunião de 15 de Janeiro, e já com alguns esclarecimentos que o PS forçou (sob pena de não viabilizar mais este empréstimo), os vereadores socialistas votaram favoravelmente, lamentando no entanto o perigoso crescimento do endividamento, numa Câmara que se diz de boa saúde financeira e que quer até assumir-se como especuladora, contraindo sucessivos empréstimos a juro mais baixo e recebendo juros de depósitos mais altos e chamando-lhe "boa gestão".
 
Infelizmente, depois, a maioria PSD não resiste, e gasta todos os meios, como aconteceu com os valores de cobrança da água, sob pretexto de discordar do montante exigido pelo fornecedor. Como se sabe, quando os cidadãos não pagam os fornecimentos de água, energia ou gás, após certo tempo, esse fornecimento é cortado. Mas a Câmara de Caminha sabe que o Estado e os outros municípios que constituem a empresa Águas do Minho e Lima não seriam capazes de deixar os caminhenses "à sede", sem um bem essencial como é a água. Onde está o dinheiro que a Câmara cobrou aos Caminhenses? Porque tem agora de se endividar para pagar o que devia ter guardado, sem o desbaratar, porque não era seu?
 
Por outro lado, o PS não pode deixar de manifestar o seu profundo descontentamento pela forma penalizante e discriminatória como este executivo do PSD tratou as freguesias do PS nos últimos quatro anos.
 
Considerando insólito e vergonhoso "o atraso", não podemos, por aquilo que lutamos, deixar de nos congratular pela aprovação das propostas na última reunião de Câmara que permitem às Juntas de Freguesia do PS proceder ao pagamento da totalidade das obras realizadas em 2005, ao abrigo de protocolos estabelecidos com o Município de Caminha.
 
Saudosos e longínquos os tempos em que os fornecedores da Câmara de Caminha comentavam o "pagamento a tempo e horas".
 
Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Caminha
 

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publicado por pscaminha às 17:02





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