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Comunicado 2

Quarta-feira, 14.09.11

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publicado por pscaminha às 15:42

Comunicado

Quarta-feira, 14.09.11

 

A Comissão Política do Partido Socialista de Caminha, face aos últimos acontecimentos que surgiram na Câmara Municipal de Caminha, relacionados com documentos da responsabilidade da secção de Obras e Urbanismo, e tendo em conta as declarações proferidas pela Presidente da Câmara à comunicação social sobre esta matéria, reuniu de urgência e deliberou emitir o seguinte comunicado:

 

Os factos que vão ser mencionados, contrariamente ao que foi dito pela Presidente da Câmara à comunicação social,tiveram origem no passado dia 08 de Agosto, quando o cidadão Daniel Luís Pinheiro da Costa, solicitou a emissão de uma certidão de um Alvará de Licença de Construção.

 

Os Vereadores do PS participaram, no passado dia 24 de Agosto, na reunião ordinária da Câmara Municipal. No período antes da ordem do dia, os vereadores do PS informaram o executivo que tinham tomado conhecimento, através do referido cidadão, Daniel Luís Pinheiro da Costa, que este tinha na sua posse um alvará de licença de construção falso.

 

O conhecimento deste facto, por parte da secção de obras e urbanismo da Câmara Municipal e do cidadão, foi consumado aquando do pedido de emissão da certidão do referido alvará.

 

Segundo relato do indicado cidadão, esta situação foi-lhe efectivamente confirmada no passado dia 11 de Agosto, pelo Adjunto da Presidente da Câmara Municipal.

 

Na mesma intervenção, os vereadores do PS, informaram o executivo, segundo o relato do cidadão, que o documento em causa lhe foi entregue por um técnico contratado para o licenciamento da obra.

 

A Comissão Política considera importante o facto do referido técnico, à data, exercer as funções de deputado da Assembleia Municipal e Vereador em regime de substituição na Câmara Municipal, eleito pelas listas do PSD.

 

Estranha-se que a Sra. Presidente apenas assuma publicamente a intenção de participar ao Ministério Público após a intervenção dos Vereadores do PS na referida reunião de Câmara.

 

Estranha-se igualmente que a Sra. Presidente mude de opinião em 48 horas, uma vez que no decorrer da reunião entendeu ser descabido a intenção de participação deste caso ao Ministério Público por parte dos Vereadores socialistas, sem que o cidadão visado o tivesse feito.

 

Face à gravidade das declarações da Presidente da Câmara, o Partido Socialista entende que o papel dos Vereadores socialistas foi oportuno e responsável, no sentido do apuramento da veracidade dos factos em causa.

 

A Comissão Politica do PS solidariza-se com o trabalho desenvolvido pelos Vereadores do PS e a responsabilidade pelos mesmos assumida, na reunião de Câmara do passado dia 24 de Agosto.

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publicado por pscaminha às 15:40

Vereadores do PS pedem esclarecimentos sobre Contratos de Prestação de Serviços

Terça-feira, 13.07.10

A presidente do município Júlia Paula ficou desagradada com a insistência dos socialistas em pedirem esclarecimentos sobre contratos de prestação de serviços aprovados na última reunião camarária.

 

 

 

Jorge Miranda, Teresa Guerreiro e António Vasconcelos (vereadores do PS)

 

Jorge Miranda, vereador da oposição, considerou incorrecto que se estivesse a adjudicar um serviço (elaboração de projectos de caminhos agrícolas) a um deputado municipal do PSD, numa altura em que "a classe política está sob suspeição", apenas contribuindo estas situações para alimentar o mau estar.

 

Os socialistas pediram ainda explicações sobre a atribuição de quase 32 mil euros por 160 dias a uma empresa (Programa Actual) destinados a eventos culturais, quando a mesma teria sido contemplada com outro apoio semelhante há uns meses atrás.

 

Júlia Paula criticou os socialistas por despoletarem estes casos que só geram especulação posterior, dizendo que "isto sempre se fez", inclusivamente no tempo do poder socialista, sublinhou.

 

O vereador Mário Patrício também participou na discussão, assegurando que todos os gabinetes de arquitectura do concelho tinham sido contemplados, sendo sua intenção não discriminar ninguém.

 

A presidente considerou imoral a posição do PS, devendo ainda, na sua óptica, de "se absterem e fazer juízos de valor sobre pessoas", mas Jorge Miranda referiu que no lugar desse deputado municipal, "não aceitaria".

 

Uma prestação de serviços da parte de uma empresa intitulada "Clube Tempo Morto", contemplada com 3.600€ para animação de praia, suscitou igualmente interrogações aos socialistas.

 

António Vasconcelos disse que andou a saber quem seria o tal clube com residência oficial em Âncora, mas ninguém conseguira descobrir.

 

Face a estas situações, os três vereadores socialistas decidiram votar desfavoravelmente as propostas.

 

(in caminha2000.com)

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publicado por pscaminha às 15:38

Não havrá fusão dos Agrupamentos de Escolas do Vale do Âncora e dos Vales do Coura e Minho

Segunda-feira, 28.06.10

Na sequência da agitação gerada em torno da fusão dos Agrupamentos das Escolas dos vales do Âncora e Coura e Minho, a Comissão Política Concelhia e respectivas secções do PS de Caminha e V. P. Âncora vêm esclarecer o seguinte:

1. O Partido Socialista local apoia-se e sente-se identificado com as reformas que estão a ser levadas a cabo pelo actual Governo no que concerne: ao alargamento para os 12 anos de escolaridade; à criação de condições nas escolas para a promoção do sucesso escolar; ao combate ao abandono; e ao desenvolvimento de um projecto educativo comum, articulando níveis e ciclos de ensino distintos.

A resolução do Conselho de Ministros nº 44/2010 aprovada em 1 de Junho e publicada no dia 14 do mesmo mês aponta, no sentido que atrás se afirma. Aprovada e publicada esta Resolução do Conselho de Ministros, ao contrário do que fizeram os Governos do PSD e PSD /CDS-PP no passado, foi accionada a sua implementação.

2. Num primeiro passo, o Senhor Secretário de Estado da Educação reuniu com os Presidentes de Câmara dos vários Distritos, como determina a resolução, com o intuito de prestar esclarecimentos e recolher opiniões dos líderes autárquicos.

3. Na reunião ocorrida no Distrito de Viana do Castelo também esteve presente a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Caminha que não terá levantado quaisquer objecções ao exposto pelo Sr. Secretário de Estado.

4. Deve salientar-se que a resolução determina que a reorganização dos agrupamentos de escolas deve processar-se de forma gradual e em função das especificidades de cada agrupamento.

5. Sem discordâncias de maior naquela reunião, o Ministério da Educação mandou avançar o processo, convocando as Direcções dos respectivos Agrupamentos do Concelho de Caminha.

6. Estas Direcções, percebendo que o caminho da fusão apontado iria prejudicar a qualidade do ensino prestado, as autonomias dos projectos educativos e as respectivas identidades específicas de cada vale, manifestaram a sua discordância a tal pretensão tendo colhido o apoio unânime das respectivas comunidades educativas.

7. Perante tal situação, o Partido Socialista local, sem alaridos nem preocupação de protagonismos nas rádios locais, reuniu com as Direcções dos Agrupamentos e com as Associações de Pais e Encarregados de Educação para debater o assunto.

8. Compreendendo a justeza dessa discordância à fusão dos Agrupamentos - depois de lida, serena e criteriosamente, a Resolução do Conselho de Ministros - os representantes locais do PS, solidarizando-se com as Escolas e as Associações de Pais e Encarregados de Educação, accionaram todos os meios ao seu dispor para que, sem ferir minimamente o estabelecido na referida resolução, a decisão do Ministério da Educação fosse alterada.

9. Seguiu-se então uma maratona de reuniões com a Sra. Ministra da Educação, Secretário de Estado da Educação, Deputados eleitos pelo Círculo de Viana do Castelo, Governo Civil e responsáveis do Ministério da Educação a quem foi explicada a identidade e as especificidades próprias de cada Agrupamento do Concelho de Caminha bem como os desempenhos de excelência que estes tiveram na última avaliação - foram avaliados como os dois melhores Agrupamentos de Escolas do distrito de Viana do Castelo - tendo-se conseguido obter a anuência do Ministério da Educação para que a fusão destes Agrupamentos não avançasse e não contrariasse a respectiva Resolução do Conselho de Ministros.

Enquanto outros, nada fizeram para resolver o problema - preocupando-se mais em aparecer nos jornais e rádios locais para obter dividendos políticos através do populismo em vez de falar com o Ministério da Educação - o PS local, discreta e ponderadamente, preocupou-se em avaliar o assunto com as Escolas e as Associações de Pais e Encarregados de Educação conseguindo alcançar a solução que todos os envolvidos desejavam.

Ambas as Comunidades Educativas e concretamente a de Vila Praia de Âncora sabem bem que é o Partido Socialista que defende os seus interesses e não o PSD e outros que ameaçaram a unidade do município como ficou provado na votação da Carta Educativa do Concelho de Caminha.

O Partido Socialista agradece a forma aberta e serena como as Direcções dos Agrupamentos e as Associações de Pais e Encarregados de Educação trataram deste assunto com os seus representantes acreditando sempre na melhor solução para a educação dos nossos jovens.

Com este desfecho estão de parabéns as Comunidades Educativas de Vila Praia de Âncora e Caminha! O Partido Socialista congratula-se com o espírito de cooperação e solidariedade com que os agentes escolares do Concelho de Caminha se envolveram nesta luta pela manutenção de um ensino de excelência no nosso concelho.

 

Comissão Política do Concelho de Caminha do Partido Socialista

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publicado por pscaminha às 10:21

Vereadores do Partido Socialista fazem aprovar Moção contra fusão dos agrupamentos de escolas do concelho de Caminha

Quinta-feira, 17.06.10

 

 

 

 

MOÇÃO

 

 

Considerando a identidade e a autonomia dos Vales do Coura e do Âncora;

Considerando que o reordenamento da rede escolar deverá ter em conta as especificidades, em termos educativos, do Agrupamento de Escolas Coura e Minho e do Agrupamento Vertical de Escolas do Vale do Âncora;

Considerando que ambos os Agrupamentos de Escolas são espaços públicos de qualidade e excelência a nível educativo;

Considerando que o Agrupamento de Escolas Coura e Minho e o Agrupamento Vertical de Escolas do Vale do Âncora foram classificados, no último ano lectivo, como os dois melhores Agrupamentos de Escolas do distrito de Viana do Castelo;

Considerando que são dois Agrupamentos diferenciados e autónomos que concretizam o projecto educativo traçado na Carta Educativa;

Considerando que a Carta Educativa em vigor, contempla a existência dos dois Agrupamentos de Escolas, Coura e Minho e do Vale do Âncora;

Considerando que a reorganização da rede escolar terá de passar pela auscultação do Agrupamento de Escolas, da Associação de Pais e dos Encarregados de Educação, da Câmara Municipal e do Conselho Municipal de Educação;

 

Os Vereadores do Partido Socialista (PS) apresentam a presente Moção, manifestando o seu total repúdio e discordância face à eventual medida de fusão/incorporação dos dois Agrupamentos de Escolas do Concelho de Caminha – O Agrupamento de Escolas Coura e Minho e o Agrupamento Vertical de Escolas do Vale do Âncora, propondo seja votado um voto de reprovação.

 

Caminha, 16 de Junho de 2010

 

Os Vereadores do Partido Socialista

 

Esta moção foi aprovada por unanimidade na reunião da Câmara Municipal de Caminha em 16 de Junho de 2010.

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publicado por pscaminha às 10:06

Partido Socialista contra a fusão dos Agrupamentos do Concelho de Caminha

Quinta-feira, 17.06.10

 

Os órgãos locais e concelhios do PS manifestam o seu total repúdio e discordância face à eventual medida de fusão/incorporação dos dois agrupamentos de Escolas do Concelho de Caminha: o Agrupamento de Escolas do Coura e Minho e o Agrupamento Vertical do Vale do Âncora.

António Bernardo, presidente da Comissão Política Concelhia de Caminha, prepara luta sem tréguas face a esta decisão e promete não baixar os braços em defesa da qualidade do ensino no nosso concelho.

Para a Comissão Política Concelhia de Caminha o concelho não pode ser prejudicado por uma decisão de gabinete que desconhece a especificidade de um município com duas vilas, dois vales e duas identidades. É também incompreensível que tal decisão se faça ao arrepio da Carta Educativa e sem ouvir os protagonistas (associações de Pais e Encarregados de Educação, Associação de Estudantes, Agrupamentos de Escolas). Não se compreende que dois agrupamentos avaliados como os melhores do distrito se vejam agora obrigados a fundir-se. "Em equipa vencedora não se mexe" diz o povo e com razão.

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publicado por pscaminha às 09:50

Nova Comissão Política tomou posse. António Bernardo assume-se líder de equipa "protagonista da mudança"

Quinta-feira, 17.06.10

 

 

António Bernardo, recém-eleito presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista, anunciou o programa de acção dos novos órgãos políticos desta estrutura partidária, num encontro com a comunicação social local, em que também agradeceu a "confiança depositada pelos militantes para liderar a mudança".

A par disso, salientou a confiança e apoio que tem recolhido "em todo o concelho" pelo passo dado, no sentido da promoção de uma acção política "em prol de uma comunidade caminhense mais justa, mais igual e mais livre".

Adepto de uma prática política "assente na democracia e na decisão participada por toda a comunidade", António Bernardo entende que em primeiro lugar "é preciso ouvir, depois reflectir e no final agir".

A par de contactos directos com todos os agentes sociais e políticos concelhios, este novo líder socialista, ex-presidente da Assembleia Municipal, aposta na "capacidade de auto-crítica e rejuvenescimento dos quadros do Partido Socialista", tendo em vista preparar o partido para o futuro- "com respeito pelo passado porque somos um partido com história e memória", frisou.

 

"Protagonista da mudança"

 

 

 

 

Pretende criar "novas energias" que lhes permitam apresentar-se ao eleitorado como uma "alternativa credível" ao actual executivo "laranja", "abrindo o partido à sociedade" baseado num "novo conceito de responsabilidade política, individual e colectiva, na promoção do bem comum".

Criar emprego para que os jovens não se afastem do concelho, criar riqueza e atrair investimento, afiguram-se como desideratos a atingir por António Bernardo e sua equipa, fruto de uma "reflexão profunda sobre a realidade política concelhia actual".

 

 

Neste cenário, o novo presidente da Comissão Política Concelhia do PS, apresentou-se à imprensa ladeado pelos coordenadores dos secretariados de Caminha e Vila Praia de Âncora, disposto a cumprir este programa:  

-Constituição de um Conselho Consultivo formado por militantes politicamente experientes e participado por munícipes competentes em diferentes áreas de actividade (económica, social e cultural).

-Reanimar e reorganizar o funcionamento interno do partido

-Relançar a intervenção política do PS no concelho

-Cativar a inscrição de novos militantes rejuvenescendo e elevando a qualidade dos quadros do partido

-Exercer um acompanhamento atento e crítico do desempenho do Executivo Municipal do PSD

-Tornar públicas as posições e opiniões do PS sobre as principais decisões relacionados com a gestão do Concelho e as deliberações da maioria do PSD ma Assembleia Municipal

-Reunir regularmente com Vereadores e Membros da Assembleia Municipal eleitos pelo PS e articular a tomada de decisão política com estes representantes do PS nos órgãos autárquicos municipais

-Dialogar - de forma regular e próxima - prestando todo o apoio político e técnico aos autarcas das freguesias eleitos pelo PS

-Exigir igualdade de tratamento e disponibilização de meios financeiros para as Juntas de Freguesia geridas por autarcas eleitos nas listas do Partido Socialista

-Promover debates públicos sobre temas de importância para o desenvolvimento económico, social e cultural do Concelho

-Fomentar a união entre todos os Militantes e Simpatizantes do Partido Socialista

-Dialogar com as diferentes forças políticas do Concelho a fim de promover a solução democrática para os problemas da nossa terra.

A eleição do novo presidente da Concelhia do PS mereceu a aprovação da Juventude Socialista, expresso no seguinte comunicado:

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publicado por pscaminha às 09:33

MAIS UM GROSSEIRO ATROPELO ÀS REGRAS DA DEMOCRACIA

Quarta-feira, 15.07.09

A Comissão Política Concelhia de Caminha do Partido Socialista repudia o que considera mais um grosseiro atropelo às regras da Democracia e do Poder Local, protagonizado pela presidente da Câmara de Caminha, na reunião de ontem, 13 de Julho, do Executivo.

A senhora presidente da Câmara desrespeitou mais uma vez a lei geral e um regulamento da própria Câmara, no que configura um claro abuso de poder, e transformou um assunto da maior seriedade, como é a homenagem dos cidadãos e das instituições, num episódio tristemente anedótico, que não dignifica quem o pratica, e que fere as instituições. 
Curiosamente, isto aconteceu escassos dias depois da senhora presidente ver o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga considerar ilegal um episódio idêntico, julgando procedente uma providência cautelar interposta pelo vereador e ex-vice-presidente da Câmara de Caminha (entretanto afastado pela presidente). A maioria PSD insiste no método da asneira.
Nessa altura, a 22 de Dezembro de 2008, de forma rocambolesca e inacreditável em Democracia, o vereador em causa foi impedido de votar e  substituído compulsivamente. O caso prossegue em Tribunal, mas para já o Município e os dois vereadores da maioria que protagonizaram o caso foram condenados nas custas deste primeiro processo.
Agora cometeram-se mais dois actos indignos, cujos factos são os seguintes:
1 – Os vereadores do Partido Socialista apresentaram, atempadamente, três propostas de concessão de medalhas honoríficas, no quadro do que é uma tradição no Município, ligada à comemoração da outorga do Foral por D. Dinis à Vila de Caminha, que se comemora dentro de poucos dias;
2 – As propostas apontavam para a distinção de dois cidadãos e uma escola:
o actual Governador Civil de Viana do Castelo, Pita Guerreiro, um seixense que foi também o primeiro presidente da Câmara de Caminha eleito, e que desempenhou o cargo durante 17 anos;
a senhora D. Idalina Torres, uma cidadã ancorense que se tem distinguido em diversas causas humanitárias, designadamente a defesa e protecção dos animais abandonados;
 a ETAP – Escola Profissional, uma instituição que, há duas décadas, desenvolve um notável trabalho no âmbito do ensino profissional;
3 – A lei determina que as propostas apresentadas pelos vereadores sejam agendadas e votadas – a senhora presidente excluiu ontem, abusivamente e ao arrepio da lei, a proposta sobre a ETAP – Escola Profissional, escudando-se numa Comissão de Recompensas, que ela, “por acaso”, nomeia e a que preside, e que é composta, além dela própria, pelo vereador que escolher e por dois funcionários também de sua escolha (artº 3º do Regulamento para a Concessão de Medalhas e Títulos Honoríficos do Concelho de Caminha);     
4 – Acontece que a Comissão em causa tem por missão organizar um processo por cada homenageado, apreciar e dar parecer (artigos 3º e 4º), parecer esse que não é, nem podia ser, vinculativo; 
5 – Além do mais, o artº 2 do Regulamento é claro: “A concessão das medalhas a que se refere o artigo anterior é da competência da Excelentíssima Câmara, sob proposta de Presidente ou de um dos Vereadores, apresentada à votação dos restantes”;
6 – É público que a maioria PSD se empenhou desde 2001 num processo judicial contra a cooperativa que detém a ETAP – Escola Profissional, para retomar o edifício onde funciona a sede da escola, ao contrário do que é a conduta de todos os outros municípios onde a escola tem pólos, que acarinham e apoiam a prestigiada instituição de ensino;
7 – Ao propor a homenagem à ETAP – Escola Profissional, e como os vereadores do Partido Socialista explicaram na introdução à proposta, estava em causa, além do reconhecimento do valor da instituição, um acto simbólico e de largo alcance, como se depreende do excerto que passamos a citar:
“(…) A proposta dos vereadores do Partido Socialista é simbólica porque, ao propor, através da concessão de uma medalha honorífica, a homenagem a uma instituição, os vereadores do Partido Socialista estendem essa homenagem a todas as instituições de ensino do nosso concelho, aos professores, ao pessoal auxiliar. Estendem essa homenagem às famílias (…)”.
8 – Para cúmulo, a senhora presidente, além de marginalizar e excluir a ETAP – Escola Profissional, agendou numa proposta única seis propostas de concessão de medalhas, impedindo os vereadores de manifestarem a sua opinião separadamente, e obrigando-os a votar um “pacote”;
9 – Os vereadores do Partido Socialista recusam pactuar com mais este grosseiro atropelo das regras democráticas, e lamentam que a senhora presidente da Câmara de Caminha não aprenda a lição que acaba de receber do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, protagonizando mais um triste exemplo de comportamento arrogante, que só conhece as regras do “quero, posso e mando”, que é anti-democrático, e de evidente abuso de poder;
10 – Este comportamento, condenável em Democracia, obrigou os vereadores socialistas a votar contra o “pacote”, justificando o seu voto, que não põe em causa o mérito de qualquer das propostas e ainda menos das duas que tinham sido apresentadas pelos nossos vereadores;
11 – A Comissão Política Concelhia de Caminha do Partido Socialista apela à Comunicação Social e aos Caminhenses para que consultem, eles próprios, o Regulamento em causa, no próprio site da Câmara e tirem as suas próprias conclusões, com serenidade e em liberdade;   
Caminha, 14 de Julho de 2009
Jorge Miranda
Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista

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publicado por pscaminha às 10:42

Enquanto o Concelho definha, lá vai o PSD cantando e rindo…

Sábado, 23.05.09

A máquina do PSD na Câmara de Caminha fez o impossível e o inacreditável para transformar a inauguração do estabelecimento de bebidas do Parque 25 de Abril numa festança à medida das objectivas dos fotógrafos e dos operadores de câmara, que regularmente manda vir de Lisboa, para registar para a posteridade (leia-se campanha eleitoral) as actuações da senhora presidente.

Mas, desta vez, nem as crianças foram poupadas: esvaziem-se os insufláveis que a presidente vai falar e não se admitem distracções - ordenou-se. A ordem foi cumprida, perante a incredulidade de pequenos e graúdos. A ideia, porém, não é original. Por "coincidência", no tempo de Salazar estas práticas estavam consubstanciadas na Mocidade Portuguesa, uma organização juvenil que procurava desenvolver o culto do chefe e o espírito militar, ao serviço do Estado Novo. Só faltou o grito: Quem manda? Quem manda? Quem manda?
 
Esta maioria já nos tinha habituado a práticas que fazem lembrar a ditadura, ora levando a propaganda aos limites do absurdo, ora perseguindo quem não dobra a espinha ou quem comete o "crime" de não aplaudir a "situação".
Chegaram ao ponto de "exilar" quadros do Município, negando-lhes o direito ao trabalho, no que a Imprensa apelidou de "unidade de queimados", sito no Centro Coordenador de Transportes de Vila Praia de Âncora. A "Santa Inquisição" não fazia melhor!
 
Chegou, agora, a vez das crianças. No Parque que, por ironia do destino, honra a Revolução que restaurou a Democracia em Portugal, montou-se o "circo", capaz de fornecer a moldura para as fotos e filmagens da "Agendasetting", a tal empresa da terra da senhora presidente, que cobra mais de 70 mil euros à Câmara, ou seja, a todos nós.
Isto, é o que se sabe e está plasmado nas contas. Mas também a gente percebe: ir e vir de Lisboa é obra. Isso sim, senhora presidente, 800 quilómetros por cada festa que a senhora promove, é obra!
 
Convites e mais convites, iscos e mais iscos, que nada podia deixar-se ao acaso. Os do costume lá responderam à chamada e disseram presente, juntando-se aos Caminhenses que, inocentemente, nem reflectiram sobre mais esta acção de propaganda e foram ao parque - a coisa estava composta.
Na altura da presidente falar, ordenou-se que os insufláveis gigantes fossem esvaziados, para que nada desviasse a atenção da oradora e se concentrasse o público. Só faltou exigir às crianças a "saudação romana".
Lá ouvimos o discurso dos milhões e, como o PS tinha denunciado a contratação milionária da empresa de comunicação especializada em campanhas eleitorais, Júlia Paula disse que sim senhor, que a Agendasetting estava lá e que nunca a escondeu!
Pois, agora já não é possível, embora não haja resposta para as perguntas dos vereadores socialistas, num silêncio que já roça o escândalo e grita muito, muito alto.
 
Júlia Paula promete mais festas
 
Mas a senhora disse mais, prometeu mais festas, sempre e quando ela decidisse, para mostrar as obras da Câmara, com a Agendasetting a registar, que os milhares de euros regularmente facturados não temem quilómetros.
Em tempo de crise mundial, com empresas a fechar no concelho, com a "lay off" a ameaçar a sobrevivência das famílias, com o desemprego e a pobreza cada vez mais perto de muitos lares, num concelho onde o PSD não acautelou alternativas de emprego e desbaratou os milhões com que enche a boca, o melhor é esquecer as coisas sérias. O povo ouviu e pasmou. Uma lengalenga espantosa e despudorada.
 
Lembrámo-nos outra vez do instrumento do regime, extinto em 25 de Abril de 1974, pela Junta de Salvação Nacional, através do Decreto-Lei n.º 171/74. Falámos da Mocidade Portuguesa e do seu hino: "Lá vamos, cantando e rindo/Levados, levados, sim (…)".
 
A mordaça do "regime"
 
Mas, em contraponto à verborreia de Júlia Paula, ao presidente da Junta de Freguesia de Caminha colocou-se a mordaça e impôs-se a lei do silêncio. Incrédulo e entristecido por estes tiques de ditadura cada vez mais frequentes, porque a educação e a responsabilidade falaram mais alto, o nosso companheiro Eduardo Gonçalves teve maior dignidade - respeitou a determinação da "chefe da claque" laranja e não cedeu à tentação de lhe estragar a festa. Era fácil.
 
À semelhança de outros actos públicos do género, sobretudo em Vila Praia de Âncora, o presidente da Junta fala sempre - é um procedimento correcto e faz parte da cultura democrática. Mas na "democracia" da senhora presidente da Câmara de Caminha há dois pesos e duas medidas, bem se vê.
Ela quer brilhar sozinha e não aceita partilhar o palco. Tem medo da própria sombra - inebriada pelo poder, faz lembrar a história da Bela Adormecida, quando a madrasta, no cúmulo do desvario, interrogava o espelho para saber se havia alguém mais bela, ou, transpondo para o caso de Caminha, com uma mais forte e ridícula chuva milhões para arremessar aos incautos.
 
Trapalhadas e maus exemplos
 
E, afinal, estava em causa o quê? A inauguração precipitada de um estabelecimento de bebidas, ao qual a própria Câmara negou até agora a licença. E não vale a pena argumentar que a culpa é da Delegação de Saúde, que excedeu o tempo para dar o parecer.
Sejamos sérios - muito antes de se esgotarem quaisquer prazos, já a Câmara preparava a festa, ordenando nos mupis e noutros instrumentos: "todos ao parque".
 
É mais uma trapalhada deste desgoverno do PSD na Câmara de Caminha e um péssimo exemplo para os empresários do sector da restauração. Diz a senhora presidente que a obra é da Câmara e que esta se responsabiliza pela segurança! Bonito, está instalada a balbúrdia e está dado o incentivo oficial ao desrespeito pela lei e pelas boas práticas. Vale tudo. E a obra nem sequer é da Câmara, é financiada, há responsabilidades acrescidas, ou devia haver.
Mas o frenesim eleitoral tem calendários rígidos e manda mais para esta maioria alaranjada. Será caso para perguntar: "Mas as crianças senhora"?

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publicado por pscaminha às 16:19

Segue a festa, a ostentação e o despesismo, nesta terra em que "o rei vai nu"!

Domingo, 10.05.09

"CANAL-FANTASMA" DA CÂMARA É MAIS UM EXEMPLO DA POLÍTICA DE ENCENAÇÃO E DA FANTOCHADA DO PSD

 
Na reunião do Executivo de 27 de Abril, a presidente da Câmara de Caminha berrou, esbracejou, ameaçou, enfim, protagonizou mais um episódio triste desta maioria e indigno da Democracia. E tudo porque o Partido Socialista quis saber se havia mais do que coincidências entre o caso de uma multinacional de comunicação, com sede em Lisboa, contratada pela Câmara e paga principescamente, e a sua campanha eleitoral, conhecida a afeição de ambas pelo YouTube. Uma das perguntas prendia-se com um "canal-fantasma" da Câmara Municipal de Caminha, com ligação ao seu canal de candidatura, mas nunca noticiado, nem presente no site do próprio município.
Esta semana, sorrateiramente, o "link" lá apareceu na página do Município. Ora, Ora!... Os vereadores do Partido Socialista tinham razão e a berraria foi ridícula. Ou será também coincidência que um canal com quase um ano só agora apareça, e só depois de "abrilhantar" o canal de candidatura de Júlia Paula?
 
O canal é velho (1 de Julho de 2008) e os vídeos são velhos (têm entre 10 e dois meses). Mostram, maioritariamente, inaugurações e exibições da presidente, discursos, etc.
O vereador da Cultura, Paulo Pinto Pereira, afirmou a (des)propósito na reunião de Câmara, que o canal só não estava no site da Câmara por impossibilidade técnica (a frase está gravada e a imprensa registou-a)!...
Falou de mais e agora foi desmentido.
Dissimuladamente, a ligação lá está, faz de conta que ninguém reparou na aparição repentina, faz de conta que faz sentido mostrar só agora uns vídeos antigos, que custaram aos munícipes milhares de euros, feitos por uma empresa de Lisboa, que envia para Caminha operadores de câmara para filmar a propaganda do Executivo, as apresentações, as festas e as festarolas, o mundo virtual encenado para a ocasião; com que este Executivo PSD vai intoxicando a população, empobrecendo o Município e arruinando o orçamento.
 
Mas a vida real é outra: o que ainda é mais chocante é que passaram entretanto mais dois meses desde que a presidente da Câmara anunciou a intenção de propor ao Executivo a constituição de um grupo de trabalho para "estudar" a crise, aprovado a seguir e amplamente propagandeado.
O Partido Socialista já indicou o seu representante, mas nada aconteceu até agora... não era para acontecer!
A crise, para este PSD, pode esperar. A solidariedade é, para esta maioria, um pormenor incómodo e comezinho.
 
A presidente da Câmara e o PSD descuram o que é verdadeiramente importante, como o apoio aos mais carenciados e aos pensionistas, que pode avançar a qualquer momento, uma vez que o Partido Socialista fez aprovar medidas concretas e solidárias.
 
Mas não se descuram as festas e as grandes encenações - há mais uma preparada para domingo, que para essas coisas não se poupa, em tempo de pré-campanha.
E tirar do bolso do Município sempre sai "mais barato" e não lesa os cofres do partido!
 
Enquanto a presidente do PSD critica o despesismo e o Presidente da República pede contenção aos políticos, Júlia Paula faz "orelhas moucas".
Continua a praticar o despesismo e a ostentação e a alimentar uma colossal "feira de vaidades", onde não faltam os aplausos das "carpideiras" e pessoal político vindo de todo o lado.
 
É verdade que, em Caminha, como no conto de Hans Christian Andersen, "o rei vai nu", mas a senhora presidente está atenta e, quem ousar dizer contrariar os seus intentos, ou é apelidada de "tola" (como no conto), ou é perseguida e ameaçada com processos judiciais, até porque a lista de advogados que a Câmara mantém a preço de ouro, para qualquer eventualidade, é longa e serve para tudo.
As custas processuais saem do sítio do costume - os cofres do Município.
 
Siga a festa - dirá o PSD - que daqui às eleições é um pulo.
 
Mas o Partido Socialista não tem medo, não desistirá de denunciar as situações que lhe parecerem dúbias, nem de as procurar esclarecer.
 
Na reunião do passado dia 27, o silêncio da presidente em relação às perguntas dos vereadores socialistas foi ensurdecedor.
A manobra de diversão não convenceu, a meia-dúzia de maquetes mostrada para justificar dois contratos milionários com uma empresa de Lisboa, de mais de 70 mil euros (14 mil contos na moeda antiga) também não.
As coincidências continuam a gritar mais alto do que qualquer manifestação de histeria.
 
E as perguntas são tão simples:
 
Senhora presidente:
 
1 - O que fazia o senhor Marcos Fernandes, psicólogo, funcionário da Câmara Municipal de Caminha, em dia de trabalho (18 Março), numa acção que decorria no Porto, sobre como ganhar uma eleição, promovida por uma empresa que, por coincidência, tem contratos milionários com a Câmara de Caminha?
 
2 - Porque guardou segredo até agora, ou até ao lançamento da sua candidatura, sobre a existência de um canal-fantasma, o "Canal da Câmara Municipal de Caminha".
 
3 - Porque não existe, na página da Câmara, um link para este canal, mas existe a partir do canal da sua candidatura?
 
4 - A Câmara contratou a empresa Agenda Setting para fazer exactamente o quê?
 
5 - Que trabalhos foram realizados, concretamente e até á data de hoje, pela empresa Agenda Setting?
 
6 - Que montante exacto foi pago pela Câmara de Caminha, até à data de hoje, a esta empresa de Lisboa?
 
7 - Que montante está já facturado (para além do que foi pago)?
 
8 - As deslocações de e para Lisboa, hotéis, eventual aluguer de veículos, hotéis, refeições etc. estão previstos e incluídos nos contratos que foram celebrados ou são pagos à parte?
 
9 - Quis foram as empresas consultadas, para ambos os contratos, e quais foram os critérios que a levaram a escolher esta empresa?
 
10 - A contratação desta empresa - que já recebeu muitos milhares de euros - em vésperas de eleições, tem ou não a ver com a sua própria campanha eleitoral?
 
11 - É a Agenda Setting, por coincidência, a empresa responsável pelo "Canal de Candidatura de Júlia Paula Costa à Câmara Municipal de Caminha - Autárquicas 2009"?
 
12 - Se não, qual é o nome da empresa responsável pelo "Canal de Candidatura de Júlia Paula Costa à Câmara Municipal de Caminha - Autárquicas 2009" e pela restante produção de Marketing?
 
13 - Está a Câmara Municipal de Caminha a pagar a campanha eleitoral do PSD?
 
14 - Acredita em coincidências?"
 
Caminha 08 de Maio de 2009
A Comissão Política Concelhia do PS de Caminha

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publicado por pscaminha às 11:53





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